domingo, 11 de abril de 2010


Nossa poesia
11/04/2010 23hrs25min
As palavras se cruzam
Confundem-se
Tocam-se com a malicia da nossa inocência
E com a verdade que apenas a noite mostra

As palavras criam vidas
Nas cores de nossas almas
Transformando o que sinto
Em nossa rima

Pois quando tudo parece perdido
Procuro em tuas palavras agradável abrigo
Pois as palavras
Podem preencher o que era vazio

Nossas palavras se cruzam
Transformando luz em sentimento
Tanto se for saudade
Num amor e ódio
Amizade e sofrimento

Nossas palavras continuam
E espero que seja assim nesse minuto
Eternamente
Goisead
11/04/2010 21hrs42min

O céu se abre
Como uma lagrima que cai
Não existe volta quando não temos o que procurar
Não existe salvação quando não encontramos um motivo
Para sentirmos remorso

O céu me cega quando eu olho do escuro
A forma tão certa da sua eternidade
Quando dou voltas em torno da minha alma
Tentando encontrar um motivo que me tire daqui

O céu se abre, alem do meu caminho.
Meus passos vagos não procuram se encontrar
Sua luz é forma de expor meu vazio
Desdenhando de minha forma tão abstrata
Rindo de imperfeições herdadas de seus Erros
Julgando cada forma que eu tenho de errar
Ignorando cara verso, e cada acerto.



Guia
11/04/2010 13hr40min

Fazendo do vazio meu silencio
Costurando a ponta dos dedos
Vendo o céu lagrimar

Este ar, tão doce e magenta
Que me deixa tão longe e confuso
Não consegue mais me embriagar

Depurando o veneno em minhas palavras
Minhas escolhas nunca foram tão claras
Escondidas em meus sentimentos

Linhas verdes ao redor do pescoço
Observo o abismo do lado de fora
E ele me sorri de volta

terça-feira, 6 de abril de 2010




Tristes surpresas
06/04/2010 23hrs42min

Carrego em meus sonhos
Pétalas de fino mármore
Escondidas, sobre curvas sobrepostas
Na linha escura que define teu olhar

Carrego em meus sonhos
Pequenas palavras
Sem coragem de aparecer
Grandes distancias
As quais gostaria de apagar
Pois quando seus braços me procuram
Não quero mais te largar

Carrego em meus sonhos
Pequenos segredos
Camuflados
Em inocentes mentiras
E em meus devaneios
Desenhando motivos
Que me façam voltar
Para ti

quinta-feira, 1 de abril de 2010




O filho prodigo
Retorna ao lar
De onde talvez
Nunca devesse ter saído

Ele chega
Mas é de passagem
E traz na bagagem
Pecados sem arrependimento

O filho prodigo
Retorna a sua casa
Mas o vazio em seus olhos
Mostra
Que esse não é mais seu lugar

O filho prodigo não tem mais morada

segunda-feira, 29 de março de 2010

Caronte
29/03/2010 11hrs48min

Canto meus males
Ao cantos escuros
Carregando minhas magoas
As águas de Aqueronte

Cantos calados
Mudanças e medos
Vergonhas passadas
Como pecados em meu peito

E as marcas que deixam
Os passos e as lagrimas
Uma moeda em cada olho
Não salvara a minha alma

Cantos meus males
A cantos escuros
Abaixo dos olhos
Abrigado em meu ser



Respostas.
29/03/2010 12grs10min

Seu silencio
Apenas me mantém calado
Sua distancia
Me desanima

Sua indiferença
Me transforma em algo do passado
Como fotos que jogamos pela janela

Quantos dias, quantas noites esperei?
Quantas horas continuarei sem nada falar?
A flor que carrego hoje esta murcha
É melancólico ver tudo então acabar

Quantas vezes, quantos desentendidos?
Queria apenas mais um momento
De solidão, em tua companhia